quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quem trai entra para o SPC do amor

Uma psicologa amiga minha gosta de dizer que a bigamia é ter um marido a mais e que a monogamia é a mesma coisa.
Será a fidelidade possível?
Por que quem diz amar sente a necessidade inexorável de se apoderar da vida, dos pensamentos, dos sentimentos, do corpo, dos bens e dos serviços de quem ama?
A monogamia é uma escolha natural do ser humano ou imposição religiosa, feminista e hipócrita da sociedade capitalista ocidental?
Fato é que: Segundo o dicionário Houaiss, monogamia significa: regime ou costume em que é imposto ao homem ou à mulher ter apenas um cônjuge, enquanto se mantiver vigente o seu casamento [ou qualquer tipo de relacionamento que envolva o desejo sexual].
Recentes pesquisas antropológicas, efetuadas em universidades americanas, indicam que numa lista dos 250 povos mais importantes, estudados no início do século passado, nada menos que 193 adotavam a poligamia. Considerando que o discurso predominante defende o contrato de fidelidade, a conclusão não menos óbvia é de que a monogamia é o discurso da hipocrisia.
Recorrendo à mesma tecnologia do DNA utilizada nos tribunais, os biólogos hoje são capazes de determinar com absoluta segurança a paternidade nos animais. Os resultados têm sido surpreendentes: mesmo entre as espécies anteriormente consideradas monogâmicas - a esmagadora minoria -, enganar o parceiro é uma prática comum, e para ambos os sexos. É o que dizem David P. Barash e Judith Eve Lipton, autores do livro O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas. Segundo eles, novas pesquisas científicas permitiram alcançar respostas definitivas para algumas perguntas, fazendo concluir que, ao contrário do que se pensa, o desejo sexual por múltiplos parceiros é natural.
Mas sem dúvida, quem trai entra para o SPC do amor.
Perde a credibilidade com quem foi traido, perde também com quem ajudou a trair.
Nossa sociedade costuma considerar os infiéis no casamento como pessoas indignas de confiança, sendo mais confiáveis os indivíduos capazes de disfarçar uma indisfarçável vontade de sair de um relacionamento fadado ao fracasso.
Como o SPC é possível recuperar o crédito, pagando o devedor, ou por decurso de prazo, assim também quem trai ou é traído, pode voltar a amar. O tempo e o senhor dos nossos destinos.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Coração ao molho pardo


Ingredientes:

1 coração humano masculino
2 cebolas grandes
4 tomates
1 pimentão
1 dente de alho
1 lata de champinhon
1 lata de palmito em cubos
1 Azeite extra-virgem
1/2 Kg de bacon
Sal, pimenta, cominho e coloral à gosto

Modo de preparo:

Retire cirurgicamente o coração do peito de um homem que esteja amando profundamente uma mulher. É importante que ele esteja apaixonado e que sofra por não ter seu amor compreendido/correspondido por ela.
Corte o coração em cubos, sem piedade nem dó. Use uma faca afiada de aço inoxidável bem afiada, para que cada cubo tenha a perfeição cartesiana que os que não amam nem nunca amaram costumam querer dar ao amor.
Não é necessário lavar, deixe que o sangue escorra no prato branco. Esqueça o coração em pedaços, como esquecem aquelas mulheres que não dão importância aos sentimentos do homem que ama pela primeira vez.
Corte em tiras finas a cebola, o bacon, o champinhom, o alho e o pimentão. Refogue com azeite extra-virgem em ambundância, sinta o cheiro que emana da virgindade, as vezes profana, dos que nunca se permitem amar. Quando tudo estiver na cor dourada do crespúsculo, que simboliza o fim dos sentimentos que se jurava ser eternos, adicione o palmito.
Adicione agora o coração masculino apaixonado, e regue com sal, pimenta, cominho e coloral à gosto. Cozinhe em fogo brando, até que a mistura adquira uma coloração marron, da cor do sangue que coalha dentro do peito daqueles que são proibidos de amar, mesmo estando apaixonados.
Sirva frio.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Beijo Marolinha

Beije-me

Preciso de um beijo

Não precisa ser um ósculo tsunami

Não carece que seja molhado

Nem requer muita paixão

Num se esforce para caprichar não

Apenas beije-me

Pode ser um beijo marolinha

Seco, amargo, rápido e tranquilo

Um selinho de cartinha

Um toque de cetin

De meia boca, sem toque de nariz

Apressado e infeliz

Apenas beije-me

Mas quando beijarme

Beije-me pelo menos com sinceridade

Dê esse beijo meia-língua, meia verdade

Peço apenas um beijo

Mas não quero só ele

Na armadilha do contato

Vou pegar seu coração

E mostrar, que não se deve beijar por beijar



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Transformações

Não sinto mais o que sentia por você
Não beijo mais como beijava você
Não choro mais como chorava por você
Não penso mais como pensava em você.


Agora, está tudo transformado
Mudei, sinto medo do que sentia
Mudei, o gosto da sua saliva foi mudando
Mudei, sua lágrima ácida me feria
Mudei, suas idéias me mostraram que estava enganado.

Amanhã, quero sentir por você mais amor
Na segunda, quero beijar seu corpo todo
Na terça, quero chorar sem dor
Na quarta, vou fazer o que você quer ao quadrado
Na quinta, sentirei todo o seu calor

No mês que vem, vamos planejar uma filha
Em setembro, de férias, quero fazer mais amor
Em outubro, quero beber a água que escorre do seu corpo
Em novembro, vou chorar de alegria
Depois, no ano que vem, além de ser minha, vai também ser mãe.

sábado, 27 de junho de 2009

A decisão do STF é irrecorrível: Liberdade de expressão dos não diplomados é conquistada no Brasil

No primeiro mundo não existe exigência de diploma de jornalista para o repórter, comentarista, produtor, apresentador, colunista ou editor. Silio Bocanera manifestou-se de Londres dizendo que na Inglaterra não existe tal exigência para o exercício da profissão e ele, pessoalmente, é contra que para o exercício da profissão de jornalista, seja necessário o diploma em jornalismo ou em comunicação social.

Também nos Estados Unidos não existe a exigência para o exercício da profissão de comunicador social ou de jornalista. Existem centenas de cursos de graduação em jornalismo e em comunicação social por lá e a grande maioria - cerca de 80% dos jornalistas na mídia americana - são graduados em jornalismo e em comunicação social.

Aos que não leram a verdadeira história do Brasil, resta lembrar que quando a profissão foi regulamentada pelo regime militar implantado em 1964 o foi, exatamente, para afastar das redações a intelectualidade que se manifestava contra o regime dos militares e, por extensão, obter melhor controle dos jornalistas através da exigência do registro do diploma no Ministério do Trabalho.

A profissão do jornalista é ser intelectual. Não há como escrever, ler e falar sem ser intelectual. As habilidades de escrita, leitura e oratória devem ser objeto de ensino desde o fundamental. É necessário fomentar a criação de jornais nas escolas, escrito pelos estudantes. É com a divulgação das informações de interesse público que cresce a sociedade. Aqueles que por talento e vocação, entenderem que precisam se aprofundar no estudo da comunicação social, devem buscar a formação superior, ou não, caso não sintam tal necessidade.

Uma coisa é certa: A decisão do STF é irrecorrível.

O fundamento da decisão judicial interpretativa da Constituição Federal no que tange à profissão de jornalismo foi tão somente a de que a regulamentação, conforme estabelecida, ofendia as disposições pétreas constitucionais que garantem amplo direito à manifestação de opinião e de obtenção de informação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes disse que não há possibilidade de o Congresso reverter a decisão do órgão de acabar com a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. "Não há possibilidade de o Congresso regular isso, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional", disse.

Não sou contrario a formação superior em jornalismo e sim, contrário a OBRIGATORIEDADE do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A exigência do diploma de Curso Superior em Jornalismo é um anacronismo e atenta contras as Liberdades de Expressão e de Imprensa asseguradas pela Constituição. Não se trata de comparar jornalista com médico, advogado ou cozinheiro. A liberdade de expressão é um direito do Homem e não pode ser objeto de corporativismo.

O Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969 era arbitrário, filho da Ditadura Militar, bem como um entulho autoritário a liberdade do cidadão. Não representava a vontade do Poder Legislativo (Congresso Federal), não representava a vontade do Poder Executivo (Presidência da República) e sim a vontade de um domínio anti-democrático, ou seja o Decreto-Lei 972/69 foi editado sob Constancia do regime militar, por Juntar Militar formada pelos Ministros da Marinha, do Exercito e da Aeronáutica que no uso de suas atribuições que lhes conferiam o Ato Institucional nº 5, de 13/12/1968 que teve o reitor da Universidade de São Paulo, Luiz Antônio da Gama e Silva, o Gaminha, futuro ministro de Justiça do general Costa e Silva como redator.

Em meio ao debate, vale dizer que para bons jornalistas há sempre emprego e que não existe obrigatoriedade de diploma nos Estados Unidos, na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Colômbia, Dinamarca Espanha, Inglaterra, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia, Suíça e em vários outros países.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não reeleja ninguém: Ou restauramos a moralidade ou vamos nos locupletar todos.


Eu sei que em time que está ganhando não se mexe. Que 35.040 horas de mandato pode ser pouco. É óbvio que as políticas públicas bem sucedidas devem ter continuidade. Não há dúvida que a estabilidade é mais confortável que a mudança. Mas não foi assim que tudo começou!
A reeleição para cargos do Poder Executivo entrou em vigência no país em 1998, após a aprovação da emenda constitucional n° 16, de 4 de julho de 1997. Com a mudança, promovida durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o político disputou e venceu o pleito de outubro de 1998, tornando-se o terceiro presidente da República a se reeleger no país, depois de Rodrigues Alves e Getúlio Vargas, e o primeiro reeleito no chamado modelo americano, com dois mandatos consecutivos.
O principal argumento em defesa da reeleição se baseia na racionalidade do eleitor. Em um ambiente no qual o voto é obrigatório, pode-se supor que o efeito da chamada ignorância racional seja minimizado. Através do exercício do voto, o eleitor pode premiar a boa administração com a continuidade por mais um mandato ou, da mesma forma, punir a má administração através da negativa nas urnas. Na prática a ignorância racional tem vencido nas urnas.
Em disputas entre dois candidatos, o voto individual possui um efeito negligível
em termos de decisão da eleição. Sabendo disto, os eleitores não se informam de maneira racional – no sentido de minimizarem custos nesta busca por informações – e permanecem “racionalmente ignorantes”. Isso não significa que eles não votem em um dos candidatos, mas significa que outros fatores (como a ideologia ou o jingle da campanha) sejam mais fortes em sua escolha do que os projetos dos candidatos, por exemplo. Por outro lado, pode-se imaginar que a competição partidária seja, em si, um bom mecanismo de incentivo à
minimização desta ignorância. Isto porque os próprios partidos podem buscar informar os eleitores de suas propostas.
A PEC do Terceiro Mandato obteve mais assinaturas do que necessitava e começou a tramitar na Câmara Federal. 176 deputados assinaram a proposta, entre eles, Vital do Rêgo Filho, Marcondes Gadelha, Wilson Santiago, Damião Feliciano, Wellington Roberto e Armando Abílio. “Assinei apenas para levantar o debate, não acredito que haja tempo para votar até setembro.”, me disse Abílio.
O problema é que não se trata apenas de mais um mandato para Luís Inácio, também haverá mais um mandato, se assim o quiserem, para Ricardo Coutinho, Veneziano Vital do Rêgo e José Maranhão. Também abre janela para outros tantos prefeitos de pequenas cidades controladas a mão de ferro, no esquema do curral eleitoral.
A PEC 373/09 abre janela para 3 mandatos sucessivos, mas determina a realização de um referendo para legalizar a medida, que seria realizado no dia 13 de setembro de 2009. Numa enquete realizada pela Rádio Campina FM nas ruas de Campina Grande, a maioria absoluta dos eleitores mostrou disposição em dizer sim a um terceiro mandato.
Para quebrar essa lógica de 12 anos de Luís Inácio no Palácio do Planalto, uma questão levantada em entrevista que me concedeu recentemente o juiz Antônio Silveira Neto, presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, questionou a legalidade de mudança no § 5º do artigo 14 da Carta Política, ocorrer por Proposta de Emenda Constitucional. Ele lembrou que tal alteração, segundo alguns juristas, só é possível após convocação de uma nova Constituinte. A questão nunca chegou a ser avaliada em sua profundidade, ou seja, no mérito, pelo STF, que poderá ainda, considerar inconstitucional a proposta, por ferir o princípio da alternância de poder.
Não vejo nenhuma vantagem em terceiro mandato, nem muito menos em segundo. 35.040 horas são mais que suficientes para um projeto de governo sério. Boas políticas públicas são as que deixam de ser projeto e passam a ser processo, redundando em políticas de Estado e não de governo. Não há como impedir um governante de se abster da interferência no processo eleitoral, quando ele próprio é candidato, não há limite claro entre uso e abuso de poder político. Não à reeleição. O único jeito democrático de dar moralidade e dignidade ao Congresso Nacional, às Assembléias Legislativas, às Câmaras Municipais e aos governos Federal, Estadual e Municipal é a alternância de poder. Que venham as novas lideranças, que permaneçam os bons projetos, mas que se restaure a República.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Só o sofrimento me inspira, aos 37 anos, a mover-me fazendo onda!

Eu sou o que penso que sou, o que os outros acham que eu sou, o que eu realmente sou e o que nem eu nem ninguém sabe o que sou. Já ouvi algumas definições sobre quem eu sou, sempre me lembro delas quando faltam 24 horas para contar um ano do nascimento deste rapaz latino-americano.

“Arquimedes, você é um ponto fora da reta!”, “Você é um maldito egoísta, sínico e blefador, mas eu amo odiá-lo!”, “Seu mala, você é um péssimo chefe, chato, mal humorado, mas eu aprendi tudo que sei sobre minha profissão com você!”, “Amo e detesto dar entrevistas para você!”, “Sua picardia só me diverte quando não sou o alvo!”. “Arquimedes, você não é de verdade, acho que você é um personagem da ficção!”, “Quando conheci você lhe achei irritante, insuportável, mas decidi te estudar e descobrir por que você é do jeito que é, paradoxal. Descobri que você usa uma máscara! Você não deixa transparecer a pessoa linda, maravilhosa, carinhosa e transparente que é!”, “Pai, você é mau!”, “Arquimedes, eu sei das suas ligações!”, e, a minha predileta, “Quem você pensa que é, para dar sua opinião?”.

Santo Agostinho recomendava que ao acordarmos devemos planejar o dia, na noite, ao dormirmos, devemos fazer um balanço do planejamento. Dizia ele, que essa é a fórmula para ao autoconhecimento. Os meus irmãos rosacruzes dizem: “Conhece-te a ti mesmo!”. Eis minha busca, almejo a sabedoria dos que sabem os que se passa em suas mentes e dominam os seus desejos, mas como amar e ser sábio? É possível conhecer-se a si mesmo sem amor?

Nasci há 37 anos, no Hospital Regional de Solânea, filho de um veterinário e uma costureira. Meu pai era também detetive particular, auto-ditada, estudou tudo o que pode antes de ser arrebatado para a outra dimensão, aos 33 anos, por um câncer no cérebro. Minha mãe, criou a mim e aos meus irmãos com uma pensão de viúva, uma máquina de costura e a solidariedade do meu avô, que me “adotou”. Aos 17 anos de idade, eu já desconfiava da verdade absoluta, tornei-me anarquista, graças a Deus. Aos 22 fui pai. E fui tantas coisas: açougueiro, balconista, contabilista, professor, radialista, jornalista, assessor, empresário, analista, vendedor de enciclopédia, suporte técnico, tatuador, servente de pedreiro, disk-jockey, relações públicas, webdesigner, camelô e locutor de bingo. Nunca fui bajulador, mas também não tenho problemas com hierarquia.

Estou feliz ao 37 anos. Eu amo e sou amado. Admiro e sou admirado. Ensino e aprendo. Acaricio e gozo. Dou e recebo. Nessa existência, ainda quero fazer mais coisas. Quero viver para ver a sociedade brasileira se transformar no sonho de Darcy Ribeiro, sem o marxismo e sem o neo-liberalismo. Eu quero ver o sol nascer amanhã, desejo olhar as antigas fotografias e me lembrar das coisas simples, que também são boas. Hoje, prometo, resistirei a tentação de ser politicamente correto.

Presidência
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO-LEI No 32.200, DE 4 DE JUNHO DE 2009.

O PRESIDENTE, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei:

PARTE GERAL
TÍTULO I

Art. 1º - Ninguém pode ser aquilo que não é, nem fingir que é aquilo que apenas deseja ser.

Art. 2º - Esta Lei entrará em vigor no dia 4 de junho de 2009.

Campina Grande, 4 de junho de 2009.

ARQUIMEDES ONOFRIO PEREIRA DE CASTRO
Presidente de si mesmo



segunda-feira, 23 de março de 2009

Maranhão é o nosso Bush?

Dez lições que Obama pode tirar do governo Bush

O jornalista Bob Woodward, que ficou famoso no caso Watergate, preparou para o Washington Post uma lista com erros de Bush que o seu sucessor na Presidência dos EUA, Barack Obama, não deve cometer.

1. O presidente é quem dá o tom da sua administração. Ele não deve ser passivo ou tolerar divisões perigosas dentro do governo. Não foi o que Bush fez em 2002 quando Condoleezza Rice e o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, desentenderam-se na sua frente a respeito de documentos secretos sobre o Iraque. O presidente se limitou a dizer: "Vou deixar vocês resolverem isso".

2. O presidente deve insistir para que todos em sua equipe falem abertamente o que pensam na frente uns dos outros, mesmo -- ou principalmente -- quando há fortes discordâncias. Não foi essa a atitude de Bush quando Colin Powell concluiu que Saddam Hussein e Osama bin Laden não estavam ligados e Dick Cheney discordou. A discordância nunca foi levada a uma reunião entre Bush, Powell e Cheney.

3. Um presidente deve fazer o dever de casa e se interar das idéias e dos conceitos fundamentais que estão por trás das suas políticas. O general que comandou o Exército norte-americano no Iraque de 2004 a 2007 chegou a dizer que Bush carecia da mais básica compreensão sobre o significado da guerra do Iraque. Para George W. Casey Jr., Bush viu a guerra como uma batalha convencional, e não como uma campanha para conquistar a população iraquiana.

4. O presidente precisa exigir franqueza e se assegurar de que as más notícias chegarão ao salão oval. Essa não foi a postura de Bush quando o primeiro oficial do Exército dos EUA encarregado da reconstrução do Iraque, Jay Garner, relatou ao presidente que em 70 reuniões com os iraquianos eles sempre diziam: "Deus abençoe o Sr. George Bush".

5. O presidente precisa formar uma cultura de ceticismo e dúvida. Presidentes não precisam viver em dúvida, mas devem aprender a gostar dela. A dúvida não é inimiga da boa política. Ela pode ajudar líderes na avaliação de alternativas, na tomada de grandes decisões e, mais tarde, na correção de rumos, caso seja necessário.

6. Um presidente recebe informações contraditórias e precisa de um método rigoroso para ordená-las e classificá-las. No período de 2004 a 2006, a CIA advertiu que o Iraque estava ficando mais violento e instável. Já o Pentágono manteve o otimismo. Woodward diz que, até onde ele sabe, Bush jamais procurou esclarecer esse conflito de informações.

7. O presidente deve sempre dizer a mais dura verdade aos cidadãos, mesmo que isso signifique dar uma péssima notícia. Ao longo dos anos depois da invasão do Iraque, Bush insistiu nas avaliações otimistas da guerra. Em 2006, o presidente chegou a dizer: "Sem dúvida, estamos vencendo". Isso em uma época na qual bastava qualquer um ligar a TV para saber que as coisas no Iraque iam de mal a pior.

8. O presidente deve saber: motivos justos não são garantia de políticas eficazes. Em seu discurso inaugural, Bush prometeu "o fim da tirania no mundo". Depois disse que "o futuro e a segurança dos EUA dependem da disseminação da liberdade". Para Woodward, ele queria realmente levar a democracia ao Afeganistão e ao Iraque.

9. O presidente deve insistir para que sua equipe pense de forma estratégica. No Afeganistão e no Iraque, o planejamento para o combate foi adequado, mas pouca atenção foi dispensada ao que viria depois da queda do regime Talibã e de Saddam Hussein, respectivamente. Algumas decisões estratégicas chegaram mesmo a ser tomadas no campo de batalha, sem a participação do Conselho de Segurança Nacional e do próprio presidente.

10. Por fim, o presidente deve agir com transparência. O que acontece nos bastidores da Casa Branca sempre acaba vindo a público segundo alguma versão -- e será melhor para todos se essa versão for a mais precisa possível

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Carnaval sem delegados: Em greve para serem igualados aos Defensores Públicos, Xerifes comprometem a segurança pública.

As delegacias estão vazias, por que os delegados e delegadas querem ganhar R$ 11 mil reais por mês, além de serem tratados com os mesmos privilégios que recebem dos Defensores Públicos no Estado da Paraíba. Eles que são Bacharéis em Direito, mas não são Advogados, pois deles não se exigiu a aprovação no exame da OAB.
O meio termo, numa proposta de antecipação de reajuste oferecido pelo Governo Cássio, não foi aceito pela categoria, que retomou o movimento paredista após uma parada para negociações.
Eu conversei informalmente com alguns delegados e delegadas e ouví deles que a questão virou ponto de honra, deixando de ser uma apenas técnica. a imperícia como teriam sido tratados esses profissionais pelos secretários de estado, poderia ter levado a um retesamento nas negociações.
Ouví reclamações sobre a postura do secretário Eitel, que teria peitado a categoria, desqualificando "a priori" as reivindicações. Os comentários iniciais dele foram muito mal recebidos entre aqueles delegados e delegadas que estão umbilicalmente ligados às associações da classe, como se eles não tivessem o direito de reivindicar.
Doutro lado, uma suposta "brincadeira" de Gustavo Nogueira, teria melado o acordo que estaria por ser fechado entre a categoria e Cássio, no momento em que se sentaram à mesa para negociar, durante a trégua que o movimento deu ao governo. Gustavo teria dito que faria a negociação nos termos apresentados pela ADEPDEL e na frente de Cássio, ele voltou atrás e "espanou o eixo".
Pessoalmente acredito que são justíssimas as reivindicações dos delegados. Acho que segurança pública de qualidade se faz com delegados, agentes, peritos e escrivães bem pagos e com as devidas condições de trabalho. Não acredito que sensação de segurança, mas sim em crime e castigo. E de fato, só é possível castigar os delinquentes com investigações bem feitas, prisões legais, inquéritos bem redigidos e amparados no código. Isso só se faz com excelentes delegados.
Mas, por outro lado, fica claro que a greve nesse momento fragiliza um governo que atua por liminar. Daí o argumento de que tudo não passa de uma ação política articulada pela oposição peemedebista, que faz questão absoluta de apoiar o movimento, principalmente através dos veículos de mídia que atuam a serviço do partido no estado.
A segurança pública na Paraíba não é nota 10, mas tem tido sucessivos avanços, notadamente sob a tutela tucana. Falta muito para um estado de direito seguro, com a devida prestação do serviço de segurança ao cidadão. Precisamos de uma polícia militar mais próxima da sociedade, menos autoritária e mais comunitária. Precisamos de uma polícia civil mais investigativa, mais bem treinada, com infra-estrutura necessária para perseguir, prender e manter presos, desde os peixes pequenos até os peixes grandes.
Delegado de polícia de pires na mão, não mete medo em ninguém. Muito menos nos grandes criminosos, que ocupam posições de destaque político e econômico no estado.
Delegado bom é delegado na classe média alta, bem pago e qualificado, para ter moral de prender seja lá quem for que transgrida a lei.
O desafio é achar o meio termo. Um pouco de diplomacia de ambas as partes ajudaria e muito.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Caverna do Dragão

Primeiro eu preciso dizer que não me pagam nada para eu escrever esse blog. Escrevo por que gosto de escrever, daí não me exijam que escreva todos os dias, ou várias vezes por semana, não dá. Todo dia tenho que escrever e escrevo por profissão, mas aqui só escrevo quando sinto alguma inspiração, como hoje. Não sou um poeta profissional, um escritor profissional, não tenho disciplina para isso. Escrevo por escrever, irresponsavelmente. Lê quem quer, afinal este não é um espaço obrigatório, não estou na encruzilhada da vida de ninguém.
Pois bem.
Eu sou do tipo de gente que toma decisões difíceis.
Não suporto tipinhos vascilantes, lenientes, titubeantes, enfim, indecisos e indecisas em geral.
Que tipo de gente é essa que não sabe aonde quer sentar no restaurante, não sabe o que quer comer, não sabe o que vestir, não sabe se está com fome ou se quer ou não ir ao banheiro?
Vivem a vida ao sabor dos ventos, não remam contra a maré, não sobem ladeira, não nadam em apinéia. Qual o sabor da vida sem o prazer de conquistar? Sem a sensação de ter vencido o medo?
Lembram daquele desenho animado "A caverna do Dragão", onde crianças e adolescentes caem num mundo paralelo, totalmente fantasioso, onde são investidos de poderes especiais e armas fantásticas, para defender e conquistar a paz numa realidade dominada por um dragão, um mago e um feiticeiro? Pois é. Tem gente que vive nesse mundo.
No enredo do desenho os jovens desperdiçam várias oportunidades de voltar para suas casas e abandonar a fantasia, por que sempre precisam decidir entre a realidade e irrealidade.
Existem pessoas que vivem assim. Todas as vezes que são chamadas a tomar uma decisão e fincar o pé na realidade, optam por permanecer no mundo da fantasia, onde tudo parece ser mais confortável. Esses seres ignoram o fato que estão sob o domínio de quem vive na realidade, pois de fato estamos todos no mesmo mundo e ele é o único que existe.
Tome as rédeas da sua vida. Decida o seu futuro hoje, pois a única coisa que não se pode mudar é o passado e o arrependimento não nos serve para nada. A vós confio, não deixe para mais tarde o que podes fazer agora.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A teoria do caos na prática.

A teoria do caos diz que os grandes acontecimentos começam com pequenas e insignificantes coisas, que passam desapercebidas. Portanto, aquilo que fazemos no nosso cotidiano, pequenas decisões, vingancinhas, provocaçõeszinhas, brincadeirinhas de mal gosto, ficar fazendo fita, etc...
Tudo isso contribui para provocar em nossas vidas grandes transformações. Eu encontrei um grande amor na minha vida por causa de uma brincadeira, de um jogo. Se ela tivesse dito que não queria jogar, o jogo não teria sido iniciado e hoje as coisas não estariam como estão.
Bem vindo ao mundo real, onde o caos reina e nada está escrito ou determinado. Tudo depende exclusivamente das pequenas coisas, do microcosmo, que provoca as grandes coisas, no macrocosmo.
Como tudo no universo está encadeado, o fato de você ter lido esta mensagem não foi coincidência, se você leu é por que precisava saber de algo assim, para mudar o rumo da sua vida no início deste ano.
Os cálculos envolvendo a Teoria do Caos são utilizados para descrever e entender fenômenos meteorológicos, crescimento de populações, variações no mercado financeiro, humor dos políticos, eleições para mesas diretoras de câmaras municipais e movimentos de placas tectônicas, entre outros. Uma das mais conhecidas bases da teoria é o chamado "efeito borboleta", teorizado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.
Se uma borboleta bate as asas numa ilha na Polinésia, isso pode provocar uma inundação em Santa Catarian, ou não!?!? Se dois vereadores têm o emprego dos seus familiares ameaçados isso pode provocar uma chapa supra-partidária, com derrota para Veneziano, ou não!?!?

Feliz 2009.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O que esperar de 2009?

Começamos o ano com o incremento de um conflito histório no Oriente Médio. Mortes de inocentes em nome de Deus, de terra e de poder.
Por outro lado, a chegada de um afro-americano à presidência dos EUA, nos faz refletir na possibilidade de melhoras no cenário mundial, menos guerras, mais humanismo nas relações multi-laterais. Entretanto, Barak Obama é uma icógnita. Não sabemos como será o seu governo.
No Brasil teremos um ano de intensificação dos conflitos institucionais. TSE, STF, Governo Federal, Política Federal, ABIN, Senado, imprensa e Câmara medindo forças pelo controle das "transformações sociais" que o Brasil precisa.


Na Paraíba, o ano começa com a expectativa em relação a votação dos embargos de declaração apresentados ao RO nº 1497. Trata-se de uma situação de absoluta instabilidade institucional no Estado, que se de um lado apresenta números positivos na economia, educação, etc, mostra uma realidade política tacanha, de uma luta pelo poder medieval e biliosa.

Em Campina Grande, o prefeito Veneziano começa o ano tendo que fazer uma operação rescaldo de uma campanha que danificou as finanças da prefeitura e de atitudes absolutamente descabidas em relação a funcionários e servidores. Teremos uma Câmara com pulso para cobrar do prefeito a segurança institucional à altura da cidade? Teremos vereadores comprometidos em pelo menos participar das sessões ordinárias? Continuaremos convivendo com o lixão, escolas municipais sem banheiro e uma fila da morte no atendimento à saúde?


Na minha vida profissional, espero ter a chance de dar início a novos projetos que estão estanques, com absoluta falta de tempo minha em me dedicar a eles.


Na minha vida pessoal, o ano começa assim (?).
Não sou otimista, mas desejo aos leitores desse blog sorte e coragem para aproveitar a vida.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Felicidades em 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Periferia sem Noel

O "Negão da Péda" me disse que Papai Noel não tem visitado a periferia. É que na favela não tem chaminé nem lugar para colocar trenó. Além disso, no subúrbio para entrar precisa ter crachá. Não é recomendado chegar no meio da noite sem ser morador da área ou conhecido dos moradores. Tem outro problema, depois das 19h ninguém sai de casa e quem sai só sai a serviço (do tráfico). Criança na periferia não tem brinquedo. Filho de pobre brinca com seringa usada, achada no lixão, bola de meia, boneca sem cabeça, ou sem perna, espingarda de madeira, cápsula de fuzil e pipa.
O que se espera na periferia é que de uma hora para outra apareçam uns ricaços cheios de boa vontade, descarregando a consciência na distribuição de brinquedos que seus filhos não querem.
Se espera também a presença de alguns políticos, distribuindo bola e boneca de plástico. Falsos moralistas sempre aparecem, com suas cestas básicas e seus panfletos proselitistas.
Papai Noel não combina com a paisagem da periferia. Destoa pelas vestes e pela pompa. Para a grande maioria dos moradores o preço da sobrevivência é a rendição. Rendem-se ao status quo e a lei do silêncio. Remdem-se a compra de voto e a aristocracia.
Já faz tempo que meus filhos não me perguntam por Papai Noel. Eles, como eu, não acreditam em duendes, políticos, burocratas, moralistas e seres fantásticos. Seria de bom grado que na periferia fosse o calçamento, a escola, o posto de saúde e a assistência social, fosse o que sobra no shopping e nas mesas fartas da hight society.
Eu sei, eu sou pessimista. Mas, tenham todos os poucos leitores desse blog um Natal feliz, aproveitem para rezar pelos que nunca terão 1% da sua felicidade.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Presente de Natal


Ganhei você de presente de Natal.
Não quero mais nada.
Era você mesmo que eu pedí para Papai Noel.
Você veio como encomenda especial.
Com lacinho de fita e papel de presente.
Quero apenas lhe pedir uma coisa.
Seja meu presente hoje e sempre.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Joaquim Barbosa , O Justiceiro.

Joaquim nasceu em Paracatu, MG, onde fez os estudos primários no Grupo Escolar Dom Serafim Gomes Jardim e no Colégio Estadual Antonio Carlos.
Cursou o segundo grau no Colégio Elefante Branco, de Brasília.
Fez também estudos complementares de línguas estrangeiras no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.
Ele é Doutor e Mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu extenso programa de doutoramento de 1988 a 1992, o qual resultou na obtenção de três diplomas de pós-graduação. Cumpriu também o programa de Mestrado em Direito e Estado da Universidade de Brasília (1980-82), que lhe valeu o diploma de Especialista em Direito e Estado por essa Universidade. Foi bolsista do CNPq (1988-92), da Ford Foundation (1999-2000) e da Fundação Fullbright (2002-2003).
Na sessão extraordinária desta quarta-feira, dia 17 de dezembro de 2008, o ministro voltou a mostrar sua face de justiceiro.
Ele queria, juntamente com Eros Grau, fazer justiça. Na opinião de Barbosa, justiça seria feita se o mandato do governador Cássio Cunha Lima fosse definitivamente cassado, dando assim, segundo ele, uma resposta a sociedade.
A qual sociedade Barbosa queria dar satisfação? Aos grupos de poder que se expressam através da mídia? Aos eleitores de José Maranhão? Aos partidários do PMDB? Qual grupo de poder da sociedade estaria com sua sede de justiça saciada?
O ministro afrodescendente ficou famoso e ganhou os holofotes da mídia quando relatou o Caso do Mensalão. Ganhou notoriedade também sua frase "Isso é um escárnio", referindo-se ao julgamento de Ronaldo Cunha Lima no STF. A frase da hora é "Ou o absolvemos ou o removemos de vez do cargo", referindo-se a Cássio.
O julgamento é sempre lento para quem ganha com a condenação.
Eu que já estive dos dois lados do balcão, ou seja, já fui parte proponente em processo e réu, sei que nada é mais agonizante que ser injustiçado, saber ser inocente e ver o juiz julgar com base em premissas falsas.
Sem querer julgar o mérito, uma coisa é certa: O governador tem o direito de defender o seu mandato lançando mão dos recursos que lhe são garantidos pela lei. Tem direito de ir ao STF para provar que é inocente, tem direito ao Jus Esperniani.
Para os justiceiros de plantão uma ponderação: "Melhor absolver um culpado que condenar um inocente".
Eu peço vistas e recuso-me a apoiar justiceiros.

Teoria da Conspiração

De fato, existe uma conspiração universal contra o amor.
Admite-se o amor conveniente, domesticado, aprisionado e subserviente.
Não aceita-se o amor livre.
Fica claro que o amor livre é proibido na nossa sociedade.
Levantam-se contra o amor livre aqueles que desistiram de amar.
Atentam contra o amor livre aqueles que foram impedidos de amar.
Conspiram contra o amor livre os que consideram o dinheiro como único objetivo da vida.
Combatem o amor livre os desamados e obrigados a viver sem coração. Sem amor.
Não há chance para o amor livre.
Colocaram-no de cabeça para baixo, cortaram-lhe as pernas e os braços, vendaram-lhe os olhos, amaram-lhe a boca, entupiram-lhe os ouvidos.
Por que teima o amor em ser livre?
Por que ainda respira dentro do peito dos amantes?
Seria o amor livre a legítima manifestação do próprio Deus?
O amor só será livre no dia em que o último capitalista for enforcado nas tripas do último burocrata.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

TPT - Tensão Pré-Tribunal (Doença atinge políticos paraibanos).

A TPT - Tensão Pré-Tribunal é a novidade do momento. Trata-se de uma nova moléstia na política brasileira, que atinge principalmente governadores e prefeitos que andam desagradando e se metendo no caminho dos "aloprados do PT".
Se você pudesse ver o vírus puliticus curruptus compradis sulfragius, perceberia que ele é uma partícula minúscula, mas com um efeito devastador nos cofres públicos. As partículas dos vírus têm aproximadamente um milionésimo de centímetro (12 a 45 nanômetros). Os vírus têm aproximadamente um milésimo do tamanho das bactérias (traficantes e milícias) que infestam as periferias, e as bactérias são muito menores que a maioria das células humanas.
Os vírus PCCS - Puliticus Curruptus Compradis Sulfragius são tão pequenos que a maioria deles não pode ser vista por um juiz eleitoral ou um promotor metrossexual, é preciso o microscópio óptico de um velho e experimentado ministro do TSE, precisa-se para observá-los de um microscópio eletrônico.
Os vírus PCCS variam muito em forma e complexidade. Até agora já foram identificados 7 tipos no Brasil, ambos com muita semelhança entre sí. A doença causada por estes vírus sempre esteve associada a um mal comum e muitos cientistas, inclusive os políticos, achavam que se tratava de algo normal, da natureza mesmo da política brasileira.
Agora não é mais assim. Graças a ação enérgica de alguns promotores metrossexuais pós-adolescentes CDF, o vícus PCCS está sendo combatido a ferro e a fogo, para dar o exemplo, custe o que custar para os organismos sociais nos quais estão instalados.
Alguns desses vírus se parecem com pipoca, enquanto outros têm uma forma complicada que se parece com uma aranha ou com um falo.
Os vírus carregam apenas uma ou duas condenações judiciais que decodificam suas instruções herdadas geneticamente pelo passado políticos e oligárquico que representam.
Então, o vírus PCCS precisa ter uma célula hospedeira (prefeitura, câmara, assembléia ou governo estadual) na qual vive e produz mais vírus.
Fora da célula hospedeira, os vírus não conseguem roubar. Por essa razão, eles ficam na fina linha que separa as coisas vivas das não vivas, as coisas honestas das não honestas, entre a moralidade e a imoralidade. A maioria dos cientistas, inclusive os políticos, concorda que os vírus PCCS são seres vivos devido ao que acontece quando infectam uma célula pseudo-democrática.
Os hospedeiros desses vírus agora sofrem de TPT - Tensão Pré-Tribunal.
Sentem que a qualquer momento podem ir para o bico do corvo gordo e barbudo que estaria a serviço dos Reis do Gado no Maranhão e na Paraíba.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fim

Ponto final
Terminamos por aqui
Adeus
Esse é o fim de tudo
Acabou
Finalizado
Encerrado
Não podemos prosseguir
Não podemos continuar
Ao fim ao cabo
No final de tudo
Concluímos
Rematamos
Fim em sí
Mesmo assim, não sei finalizar o que sinto por você!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estado de eleição

Desde que retornei ao nosso estado da Paraíba, em 2005, que percebo o eterno processo eleitoral que toma conta dos ânimos sociais e políticos, notadamente nos grandes centros econômicos, como Campina Grande e João Pessoa.
É incrível que numa singela quinta-feira (20 de Novembro) ocorram carreatas e manifestações públicas, numa frenética comemoração dos partidários do senador José Maranhão, comemorando sua volta ao Palácio da Redenção, após ratificação do TSE ao acórdão do TRE-PB, que cassou o mandato do atual governador.
Mais incrível ainda é uma semana depois (27 de Novembro), acompanhar carreatas e manifestações públicas, numa frenética comemoração dos partidários do governador Cássio, comemorando sua permanência no Palácio da Redenção (veja foto/montagem do paraibaonline.com.br), depois de concedida liminar na AC 3100, apreciada e provida por 5 votos a 2, pelo TSE.
Essa última manifestação tomou ares de final de Copa do Mundo. No mais populoso bairro de Campina, formou-se uma carreata, com direito a trio elétrico, luz estroboscópica e músicas de campanha. Talvez para contrariar a justiça eleitoral que impediu tais manifestações no período eleitoral propriamente dito. Pasmem os que desconhecem os apaixonados pelas lideranças políticas, 21h45m, quinta-feira, 27 de Dezembro de 2008, ruas cheias de senhoras, crianças correndo pelas calçadas, motoqueiros acenando com bandeiras, motoristas buzinando, carros tocando músicas de campanha. De uma hora para outras as bandeiras amarelas reapareceram e os entusiastas Cassistas comemoraram a sobre-vida do galante tucano.
José Maranhão preparava-se para renunciar ao mandato e eis que de repente o jogo muda e o estado de eleições eternas permanece.
Agora, desta decisão liminar, resta a possibilidade de os ministros não apreciarem todos os embargos declaratórios até 31 de Dezembro de 2008. Se isto acontecer, mesmo confirmando a cassação, o TSE terá que convocar novas eleições na Paraíba. 2009 promete. Vem aí a campanha para governador na Paraíba.
Para quem é tarado por linguagem jurídica a íntegra da decisão dos ministros:

Decisao em 27/11/2008 Preliminarmente o Tribunal, por maioria, conheceu da Ação Cautelar. Vencido o Ministro Relator. No mérito, por maioria, o Tribunal deferiu a liminar até o julgamento de eventuais Embargos de Declaração, nos termos do voto do Ministro Ricardo Lewandowski, que redigirá o acórdão. Vencidos os Ministros Eros Grau (Relator) e Carlos Ayres Britto (Presidente) e, em parte, o Ministro Arnaldo Versiani, que deferia a liminar até a publicação do acórdão de eventuais Embargos de Declaração. Votaram com o Ministro Ricardo Lewandowski os Ministros Felix Fischer, Fernando Gonçalves e Marcelo Ribeiro.