Na cidade das maravilhas os candidatos do segundo turno se enfrentam em torno de uma questão básica: Verdade.
Sugiro que no próximo debate, na TV, seja providenciado um polígrafo, que ligado ao microfone, desligará o som e cassará a voz do candidato, assim que ele começar a mentir.
No ínico do Exame coloca-se um sensor em um dos braços da pessoa interrogada, para medição do pulso e da pressão arterial. Um tubo flexivel ajustado ao redor do torax observa o ritmo da respiração. Dois eletrodos nas mãos ou braços medem as variações elétricas e um sensor de movimentos nas pernas medem a contração involuntária de músculos. Um típico uso de polígrafo começa com uma entrevista pré-teste a fim de estabelecer uma conexão (ou encontrar um controle) entre o que testa e o que está em teste, e ganhar alguma informação preleminar que será mais tarde usada para controlar as questões. O testador então irá explicar sobre o polígrafo, enfatizando que ele pode detectar mentiras e que é importante responder com toda a verdade.
A cada resposta, os sensores registram em um gráfico as reações do candidato. Conforme as reações pode determinar-se a veracidade de seu discurso e de suas promessas.
Estudos demonstram que esse aparelho pode detectar corretamente sete em cada dez mentiras.
Como a preço de hoje, não é possível detectar quem está mentindo mais, 7 em cada 10, já é uma boa margem de acerto. Isso deveria ser adotado pela justiça eleitoral. Afinal, vamos entregar um cheque em branco para o candidato administrar a cidade por 4 anos.
Porém em alguns casos o criminoso mente de forma tão convincente que o equipamento não registra nenhuma reação que indique a mentira. Portanto os resultados fornecidos por esse aparelho não são considerados conclusivos, sendo utilizados somente como auxiliares nos julgamentos.
A pergunta final: Indivíduos com cabelos longos, magros e esbeltos, mentem mais do que indivíduos obesos? Nelson Rodrigues dizia que todo canalha é magro, apesar de nem todo magro ser canalha!
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