quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O que esperar de 2009?

Começamos o ano com o incremento de um conflito histório no Oriente Médio. Mortes de inocentes em nome de Deus, de terra e de poder.
Por outro lado, a chegada de um afro-americano à presidência dos EUA, nos faz refletir na possibilidade de melhoras no cenário mundial, menos guerras, mais humanismo nas relações multi-laterais. Entretanto, Barak Obama é uma icógnita. Não sabemos como será o seu governo.
No Brasil teremos um ano de intensificação dos conflitos institucionais. TSE, STF, Governo Federal, Política Federal, ABIN, Senado, imprensa e Câmara medindo forças pelo controle das "transformações sociais" que o Brasil precisa.


Na Paraíba, o ano começa com a expectativa em relação a votação dos embargos de declaração apresentados ao RO nº 1497. Trata-se de uma situação de absoluta instabilidade institucional no Estado, que se de um lado apresenta números positivos na economia, educação, etc, mostra uma realidade política tacanha, de uma luta pelo poder medieval e biliosa.

Em Campina Grande, o prefeito Veneziano começa o ano tendo que fazer uma operação rescaldo de uma campanha que danificou as finanças da prefeitura e de atitudes absolutamente descabidas em relação a funcionários e servidores. Teremos uma Câmara com pulso para cobrar do prefeito a segurança institucional à altura da cidade? Teremos vereadores comprometidos em pelo menos participar das sessões ordinárias? Continuaremos convivendo com o lixão, escolas municipais sem banheiro e uma fila da morte no atendimento à saúde?


Na minha vida profissional, espero ter a chance de dar início a novos projetos que estão estanques, com absoluta falta de tempo minha em me dedicar a eles.


Na minha vida pessoal, o ano começa assim (?).
Não sou otimista, mas desejo aos leitores desse blog sorte e coragem para aproveitar a vida.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Felicidades em 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Periferia sem Noel

O "Negão da Péda" me disse que Papai Noel não tem visitado a periferia. É que na favela não tem chaminé nem lugar para colocar trenó. Além disso, no subúrbio para entrar precisa ter crachá. Não é recomendado chegar no meio da noite sem ser morador da área ou conhecido dos moradores. Tem outro problema, depois das 19h ninguém sai de casa e quem sai só sai a serviço (do tráfico). Criança na periferia não tem brinquedo. Filho de pobre brinca com seringa usada, achada no lixão, bola de meia, boneca sem cabeça, ou sem perna, espingarda de madeira, cápsula de fuzil e pipa.
O que se espera na periferia é que de uma hora para outra apareçam uns ricaços cheios de boa vontade, descarregando a consciência na distribuição de brinquedos que seus filhos não querem.
Se espera também a presença de alguns políticos, distribuindo bola e boneca de plástico. Falsos moralistas sempre aparecem, com suas cestas básicas e seus panfletos proselitistas.
Papai Noel não combina com a paisagem da periferia. Destoa pelas vestes e pela pompa. Para a grande maioria dos moradores o preço da sobrevivência é a rendição. Rendem-se ao status quo e a lei do silêncio. Remdem-se a compra de voto e a aristocracia.
Já faz tempo que meus filhos não me perguntam por Papai Noel. Eles, como eu, não acreditam em duendes, políticos, burocratas, moralistas e seres fantásticos. Seria de bom grado que na periferia fosse o calçamento, a escola, o posto de saúde e a assistência social, fosse o que sobra no shopping e nas mesas fartas da hight society.
Eu sei, eu sou pessimista. Mas, tenham todos os poucos leitores desse blog um Natal feliz, aproveitem para rezar pelos que nunca terão 1% da sua felicidade.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Presente de Natal


Ganhei você de presente de Natal.
Não quero mais nada.
Era você mesmo que eu pedí para Papai Noel.
Você veio como encomenda especial.
Com lacinho de fita e papel de presente.
Quero apenas lhe pedir uma coisa.
Seja meu presente hoje e sempre.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Joaquim Barbosa , O Justiceiro.

Joaquim nasceu em Paracatu, MG, onde fez os estudos primários no Grupo Escolar Dom Serafim Gomes Jardim e no Colégio Estadual Antonio Carlos.
Cursou o segundo grau no Colégio Elefante Branco, de Brasília.
Fez também estudos complementares de línguas estrangeiras no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.
Ele é Doutor e Mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu extenso programa de doutoramento de 1988 a 1992, o qual resultou na obtenção de três diplomas de pós-graduação. Cumpriu também o programa de Mestrado em Direito e Estado da Universidade de Brasília (1980-82), que lhe valeu o diploma de Especialista em Direito e Estado por essa Universidade. Foi bolsista do CNPq (1988-92), da Ford Foundation (1999-2000) e da Fundação Fullbright (2002-2003).
Na sessão extraordinária desta quarta-feira, dia 17 de dezembro de 2008, o ministro voltou a mostrar sua face de justiceiro.
Ele queria, juntamente com Eros Grau, fazer justiça. Na opinião de Barbosa, justiça seria feita se o mandato do governador Cássio Cunha Lima fosse definitivamente cassado, dando assim, segundo ele, uma resposta a sociedade.
A qual sociedade Barbosa queria dar satisfação? Aos grupos de poder que se expressam através da mídia? Aos eleitores de José Maranhão? Aos partidários do PMDB? Qual grupo de poder da sociedade estaria com sua sede de justiça saciada?
O ministro afrodescendente ficou famoso e ganhou os holofotes da mídia quando relatou o Caso do Mensalão. Ganhou notoriedade também sua frase "Isso é um escárnio", referindo-se ao julgamento de Ronaldo Cunha Lima no STF. A frase da hora é "Ou o absolvemos ou o removemos de vez do cargo", referindo-se a Cássio.
O julgamento é sempre lento para quem ganha com a condenação.
Eu que já estive dos dois lados do balcão, ou seja, já fui parte proponente em processo e réu, sei que nada é mais agonizante que ser injustiçado, saber ser inocente e ver o juiz julgar com base em premissas falsas.
Sem querer julgar o mérito, uma coisa é certa: O governador tem o direito de defender o seu mandato lançando mão dos recursos que lhe são garantidos pela lei. Tem direito de ir ao STF para provar que é inocente, tem direito ao Jus Esperniani.
Para os justiceiros de plantão uma ponderação: "Melhor absolver um culpado que condenar um inocente".
Eu peço vistas e recuso-me a apoiar justiceiros.

Teoria da Conspiração

De fato, existe uma conspiração universal contra o amor.
Admite-se o amor conveniente, domesticado, aprisionado e subserviente.
Não aceita-se o amor livre.
Fica claro que o amor livre é proibido na nossa sociedade.
Levantam-se contra o amor livre aqueles que desistiram de amar.
Atentam contra o amor livre aqueles que foram impedidos de amar.
Conspiram contra o amor livre os que consideram o dinheiro como único objetivo da vida.
Combatem o amor livre os desamados e obrigados a viver sem coração. Sem amor.
Não há chance para o amor livre.
Colocaram-no de cabeça para baixo, cortaram-lhe as pernas e os braços, vendaram-lhe os olhos, amaram-lhe a boca, entupiram-lhe os ouvidos.
Por que teima o amor em ser livre?
Por que ainda respira dentro do peito dos amantes?
Seria o amor livre a legítima manifestação do próprio Deus?
O amor só será livre no dia em que o último capitalista for enforcado nas tripas do último burocrata.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

TPT - Tensão Pré-Tribunal (Doença atinge políticos paraibanos).

A TPT - Tensão Pré-Tribunal é a novidade do momento. Trata-se de uma nova moléstia na política brasileira, que atinge principalmente governadores e prefeitos que andam desagradando e se metendo no caminho dos "aloprados do PT".
Se você pudesse ver o vírus puliticus curruptus compradis sulfragius, perceberia que ele é uma partícula minúscula, mas com um efeito devastador nos cofres públicos. As partículas dos vírus têm aproximadamente um milionésimo de centímetro (12 a 45 nanômetros). Os vírus têm aproximadamente um milésimo do tamanho das bactérias (traficantes e milícias) que infestam as periferias, e as bactérias são muito menores que a maioria das células humanas.
Os vírus PCCS - Puliticus Curruptus Compradis Sulfragius são tão pequenos que a maioria deles não pode ser vista por um juiz eleitoral ou um promotor metrossexual, é preciso o microscópio óptico de um velho e experimentado ministro do TSE, precisa-se para observá-los de um microscópio eletrônico.
Os vírus PCCS variam muito em forma e complexidade. Até agora já foram identificados 7 tipos no Brasil, ambos com muita semelhança entre sí. A doença causada por estes vírus sempre esteve associada a um mal comum e muitos cientistas, inclusive os políticos, achavam que se tratava de algo normal, da natureza mesmo da política brasileira.
Agora não é mais assim. Graças a ação enérgica de alguns promotores metrossexuais pós-adolescentes CDF, o vícus PCCS está sendo combatido a ferro e a fogo, para dar o exemplo, custe o que custar para os organismos sociais nos quais estão instalados.
Alguns desses vírus se parecem com pipoca, enquanto outros têm uma forma complicada que se parece com uma aranha ou com um falo.
Os vírus carregam apenas uma ou duas condenações judiciais que decodificam suas instruções herdadas geneticamente pelo passado políticos e oligárquico que representam.
Então, o vírus PCCS precisa ter uma célula hospedeira (prefeitura, câmara, assembléia ou governo estadual) na qual vive e produz mais vírus.
Fora da célula hospedeira, os vírus não conseguem roubar. Por essa razão, eles ficam na fina linha que separa as coisas vivas das não vivas, as coisas honestas das não honestas, entre a moralidade e a imoralidade. A maioria dos cientistas, inclusive os políticos, concorda que os vírus PCCS são seres vivos devido ao que acontece quando infectam uma célula pseudo-democrática.
Os hospedeiros desses vírus agora sofrem de TPT - Tensão Pré-Tribunal.
Sentem que a qualquer momento podem ir para o bico do corvo gordo e barbudo que estaria a serviço dos Reis do Gado no Maranhão e na Paraíba.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fim

Ponto final
Terminamos por aqui
Adeus
Esse é o fim de tudo
Acabou
Finalizado
Encerrado
Não podemos prosseguir
Não podemos continuar
Ao fim ao cabo
No final de tudo
Concluímos
Rematamos
Fim em sí
Mesmo assim, não sei finalizar o que sinto por você!